A Vila Carolina

Olá! Seja bem vindo ao nosso blog!

Antes de mais nada, vou esclarecer, pois muita gente que me conhece somente por email ou pela Fanpage da Vila Carolina, não sabe ainda, e é uma dúvida comum: não, eu não me chamo Carolina. Eu me chamo Michelle.

Mas então, por que a Vila Carolina é Vila Carolina, e não Vila Michelle? Ou Vila Denis (meu sócio pra vida toda)? Tcha-rammmmmm! Essa é a história que eu quero te contar hoje!

Você já deve ter suspeitado que a Vila Carolina é um lugar, afinal, era bastante usual colocar “nomes” em residências antigamente, como a Villa Aymoré (no bairro da Glória, tombada pelo Patrimônio Cultural do Município do Rio de Janeiro). É isso mesmo: a Villa Carolina existe, é uma residência em Marechal Hermes. E a Carolina existiu, sim. Adianto pra você que essa é uma história de amor! Ou melhor: uma história de amores.

A Villa Carolina foi construída na década de 1920, num lugar que se chamava “Portugal Pequeno”, bem próximo ao recém construído Bairro Proletário de Marechal Hermes, inaugurado em 1º de maio de 1913, com sua belíssima estação de trem, também tombada pelo Patrimônio Cultural.

Essa bela casa, no centro de um grande terreno, praticamente uma chácara, foi mandada construir por um português, chamado José, nascido em Santa Martinha, para residir com sua esposa, também portuguesa, que se chamava…. Adivinha?!?! Carolina!! E essa é a primeira de todas as histórias de amor que a Villa Carolina já abrigou!

A Carolina dessa história, da Villa Carolina, é a vovó Carolina, bisavó do meu marido. O Seu José, o bisavô, mandou trazer da França um construtor (também português) para executar os serviços, pois desejava se mudar com a família para um lugar onde houvesse verde, um pomar, muita sombra, animais domésticos e uma casa moderna e bastante confortável para os padrões da época.

E não é que deu certo?! A Villa Carolina ficou tão bonita que casais das imediações alugavam o quarto principal da casa para passarem a noite de núpcias!! Quantas histórias de amor, hein?! Mas não para por aí!!!

Bom, o Seu José e a Dona Carolina tiveram filhos. Um deles, o Manoel, trabalhava como estofador, na rua do Catete. Manduca, como era conhecido, se encantou com uma bela moça que foi trabalhar junto com ele, como costureira. Inteligente e bem educada, não demorou muito para o chefe pedir a moça em namoro, numa sessão de cinema. Opa, mais romance! E deu em casamento…

Os anos se passaram, e o casal Manduca e Zuzu acabou por ir morar na Villa Carolina, com os filhos. Quatro filhos! Aliás, a filha mais velha do casal nasceu na casa, naquele mesmo quarto bacana! E a Zuzu passou a costurar em casa, com tantas crianças para olhar, casa pra cuidar…. E o que ela costurava? Vestidos…. de Noiva!!!

Sabe aquela filha do seu Manduca e da Zuzu que nasceu lá na casa? Ela também se casou, e teve dois filhos. Um deles é o Denis, criado na Villa Carolina desde bebê. E foi aí, que por artes do destino, vontade de Deus e coincidências do Facebook, eu entrei nessa história, noventa anos depois dela ter começado. Num fim de semana tedioso, numa conversa virtual, começou a minha história de amor.

E, como não poderia deixar de ser, um dia fui conhecer toda a família dele.

Aonde?! Na Villa Carolina, claro!!!

Após alguns meses de namoro, nos casamos. Amamos comer, amamos cozinhar, amamos viajar, amamos nossas famílias, e nossas histórias de vida. Juntamos muita paixão, pouco dinheiro, várias receitas de família, alguma teoria e muita prática na cozinha debaixo do mesmo teto, com a maior vontade de ser felizes que você puder imaginar!

Com a cara, a coragem ( e um pouco de medo, confesso) fizemos nossas primeiras encomendas na espaçosa cozinha da Villa Carolina, realizando um sonho antigo, de quando eu ainda era menina: preparar e vender quitutes. Minha avó Joana que o diga!!! Fazia a cozinha dela de “laboratório”, e ela apoiava!

Aos dez anos de idade, eu tentava convencê-la a colocar uma barraquinha, para vender os meus bolos e os seus famosos rissoles, em frente a um supermercado. Bom, não a convenci. O tempo passou, o mundo deu voltas, fiz faculdade, especialização, concurso público…. Mas aquela vontade de empreender com doces, essa não passou. Pelo contrário: aumentou, e foi alimentada com o sonho do Denis.

E não é assim que o amor cresce: um alimentando, nutrindo, acalentando o sonho do outro?! Colocando o fermento da paixão no dia a dia?!

A Villa Carolina é o espaço onde nosso trabalho começou, onde caminhamos nossos primeiros passos na estrada do empreendedorismo com confeitaria para eventos.

Hoje nosso ateliê funciona em outro endereço, mas ainda somos e seremos Vila Carolina: de coração!

Se você ainda não conhece a Vila Carolina (com um L só, pra facilitar), agende uma degustação!

 

 

 

 

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